Quem nunca fez nenhum dos dois costuma achar que são a mesma coisa com nomes diferentes. Não são, e a diferença nota-se sobretudo no dia seguinte.
O que muda entre um e outro
A limpeza de pele tradicional faz a extração à mão. A esteticista pressiona a pele para expulsar o conteúdo dos poros. Funciona, mas pressionar inflama, e há peles que reagem mal a isso.
O hidrofacial faz a mesma extração por vácuo. Uma ponteira desliza sobre a pele e aspira, sem apertar. No mesmo movimento esfolia e, no fim, introduz séruns na pele acabada de limpar.
Traduzido para o que interessa: com a limpeza tradicional pode sair com a cara vermelha e algumas marcas que levam um ou dois dias a assentar. Com o hidrofacial sai e pode maquilhar-se logo.
Quando é que a limpeza tradicional continua a fazer sentido
Não desapareceu do mapa. Numa pele oleosa com comedões antigos e bem instalados, a extração manual bem feita ainda resolve coisas que o vácuo não alcança. É uma questão de escolher a ferramenta certa para o caso, e é isso que fazemos no diagnóstico.
Quando é que o hidrofacial ganha
- Pele sensível ou com rosácea. A pressão manual é precisamente o que estas peles não toleram.
- Antes de uma data marcada. Sai sem vermelhidão. Marque para dois ou três dias antes e a pele estará no seu melhor.
- Como manutenção regular. Uma sessão por mês acompanha o ciclo natural de renovação celular.
- Primeira vez. É a porta de entrada mais confortável para quem nunca fez nada à pele.
O que esperar da sessão
Leva cerca de quarenta e cinco minutos e não dói. A sensação mais comum é a de uma ligeira sucção, parecida com a de um beijo na pele. Não há agulhas, não há calor e não há tempo de recuperação.
A luminosidade imediata dura cerca de uma semana. O efeito acumulado, esse, constrói-se ao longo de meses e é o que faz diferença na textura.
Uma nota honesta
Nenhum dos dois trata acne activa, manchas profundas ou rugas. São tratamentos de limpeza e hidratação, e é isso que devem prometer. Se o que a preocupa é outra coisa, dizemos na avaliação e propomos o protocolo indicado em vez de lhe vender o que estava à mão.
